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A DISCIPLINA CURRÍCULOS E PROGRAMAS NO CONTEXTO
BRASILEIRO DOS ANOS 80
Temos o maior prazer de fornecer a comunidade internauta este estudo, sobre o currículo nos anos 80. sinta-se à vontade, recorte, copie e cole. Creio que este processo lhe fará crescer, e posteriormente, sentir vontade de ter uma produção intelectual inédita. Bons estudos!
Ass.: Hélcia Macedo
1. O CONTEXTO MAIS AMPLO E A EDUCAÇAO NOS ANOS 80
Serão focalizadas as transformações ocorridas nos contextos sócio-economicos e político nos anos 80, dando ênfase às questões educacionais e em particular os currículos.
No período de 1979 a 1987, em termos econômicos, caracterizou-se pelo fim do ‘boom’ econômico e por altos índices de inflação.
A abertura política iniciada pelo presidente Geisel tendo Figueiredo continuado havendo assim a abolição da censura favorecendo a produção de literatura educacional crítica.
Voltando a questão econômica, o Brasil ao passar a negociar com o FMI (Fundo Monetário Internacional) intensificou mais a crise econômica, perdendo o Estado, sua autonomia ficando a mercê do mercado internacional.
Em 82, também por conta da crise as eleições tiveram uma expressiva vitória da oposição nos estados mais industrializados.
Para Presidente, apesar da eleição ainda não ser direta Tancredo Neves, seria o primeiro civil que governava o país após 21 anos de ditadura militas.
Mas Tancredo morreu e José Sarney, seu vice-presidente, tornou-se em 1985 o primeiro presidente da Nova república.
Esse governo não conseguiu nem atenuar os problemas econômicos do país, mesmo com uma série de medidas que se mostraram ineficazes.
Portanto, os anos 80, no Brasil, ficaram marcados por uma profunda crise econômica, inflação desenfreada, aumento da divida externa, recessão, desemprego, sucateamento dos serviços públicos (inclusive do ensino).
Por tudo isso houve o fortalecimento dos movimentos sociais, onde trabalhadores urbanos e rurais organizaram-se em sindicatos bem como, surgiram associações de moradores de bairros, de servidores públicos, entre outras.
A influencia de Marx e Gramsci aumentou consideravelmente, porem na pratica pedagógica não houve efeitos tão significativos, persistindo a predominância de características tradicionais.
A modificação do cenário educacional, após a vitória de diversos candidatos oposicionistas em 1982, a expressão concreta de uma política educacional alternativa, através de profissionais da educação nas secretarias de educação. Essas experiências foram chamadas de “reformas dos anos 80”. (Cury, 1985).
Até o final dos anos 80 não saiu a nova LDB (Lei de Diretrizes e Bases), professores e estudantes apresentaram propostas. Várias metas devem ser cumpridas pelos curriculistas críticos, uma delas é a superação do modelo curricular especializado vindo dos Estados Unidos da América (EUA) nos anos 70.
Nossos profissionais nessa época, passaram a não mais fazer pós-graduação nos EUA, passando a fazê-la aqui no Brasil ou na Europa.
Portanto, a influência de autores americanos diminuiu e a dos europeus aumentou, mas a grande mudança foi a redemocratização do país como a criação de espaços institucionais para discussões e propostas críticas que foram elementos fundamentais no campo contemporâneo do currículo.
2. A PREOCUPAÇAO COM O CURRÍCULO
DA ESCOLA DE 1º . GRAU
A maior preocupação da época foi o fracasso da escola de primeiro grau nas camadas mais carentes, tornando por isso, o currículo alvo de atenção das autoridades, pesquisadoras e educadores.
Entre outras evidencias dessa afirmativa há o terceiro Plano Setorial de Educação, Cultura e Esportes de 1980, enfatiza a necessidade de concentrar esforços e recursos na educação do pobre; sugerindo uma educação e um currículo mais “apropriados” as áreas pobres.
No governo Sarney, no documento Educação para Todos (1985), sugere a preocupação com a universalização da escolarização e também a importância do conteúdo curricular; dando ênfase a um conhecimento relacionado com a cultura dos estudantes.
Uma importante pesquisa “o currículo do ensino de primeiro grau”, propôs-se a repensar a questão do currículo do ensino de primeiro grau, investigando o desenvolvimento desse currículo que se segue a 1970, e se fundamentou na importância social e política do currículo.
No momento atual é priorizada a expansão do ensino de primeiro grau, bem como a reformulação dos currículos metódicos de ensino e procedimentos de avaliação.
3. TENDÊNCIA CURRICULAR CRÍTICA
Depois de muitas análises e críticas a pedagogia dos conteúdos tenta superar suas principais falhas, para resgatar a importância dos conteúdos que, segundo eles é a transmissão de conhecimento. Esta tentativa leva os conteudistas a apresentar críticas a outras tendências e orientações.
As idéias escolanovistas foram muito criticadas pelos conteudistas, chegaram até a compará-las com idéias tradicionais da metodologia herbartiana, são vistos como reacionários pseudocientíficas e não democráticas, acusada de contribuir para a queda da qualidade da instrução oferecida às crianças das camadas populares.
Os autores conteudistas também discutem as falhas das teorias reprodutivistas consideradas pessimistas e não dialéitcas, onde o seu maior destaque está no planejamento e nos elementos técnicos do processo curricular, usando recursos adequados e assimilação crítica de conhecimento. Porém a crítica ao tecnicismo não significa uma despreocupação com a eficiência e o controle do processo, ao contrário, trata-se, de articular a dimensão técnica com a dimensão política caracterizando em um processo de ensino por transmissão eficiente do conhecimento.
Nos anos 80 (oitenta) a maior discussão entre os conteudistas foi contra os autores da educação popular em relação ao conhecimento escolar que acusados entre outros motivos restringia o universo cultural do aluno preocupando mais com a criação de um conhecimento existente. Suas críticas afirmam que a cultura dominante diminuiria a perspectiva de melhorar o desenvolvimento popular ensinando as elites a dirigir a noção e o pescador a pescar.
Críticas feitas com radicalismo e exagero pelos conteudistas na tendência de resgatar a importância do conteúdo, incluindo duras críticas as idéias de Paulo Freire, para defender um tipo de cartilha apresentada fora do universo cultural do aluno diminuindo a exploração de todo o significado que a palavra possa ter para o estudante. Como diz Freire, “a linguagem popular é concreta”, onde a apresentação de palavras de seu meio implica ns valorização do conteúdo como um fim em si mesmo. Caso contrário seria privilégio o saber dominante, desvalorizando o saber do aluno.
O que estar baixo a ênfase no conteúdo curricular está a crença em um conhecimento universal objetivo, a ser dominado por todos, apresentada por Saviani (1983a). o conhecimento objetivo expressa as leis que regem os fenômenos naturais e sociais e que transcendem os interesses individuais. O domínio do saberes sociais e políticos em uma sociedade sem classes e sem repressões e proposto pelos conteudistas, porem este domínio interfere que crianças pobres conheçam sua realidade impedindo de transformar e reagir no meio em que vivem.
Ficou claro que os conteudistas subordinam os elementos do processo curricular – objetivos, metodologias e avaliações – não chegando a ênfase no conhecimento que a escola deve socializar.
A corrente da pedagogia dos conteúdos voltada para o contexto brasileiro é influenciada por especialistas em currículos americanos ou ingleses contemporâneos exigindo cuidados, para interpretá-los em função de nossa realidade sócio-cultural. A escola brasileira contemporânea tem um papel específico de transmitir conhecimento não oferecendo condições que incentive mudanças sociais.
Propostas da educação popular favorecem o desenvolvimento das camadas sociais populares, ampliando os seus conhecimentos e dando a eles o poder de resistência e luta. Propondo a organização curricular. Métodos da educação popular com necessidade de atender exigências da vida social e não as disciplinas tradicionais.
3.1CONTEUDISTAS X EDUCADORES POPULARES
Há duas grandes correntes nos estudos do currículo, a dos conteudistas e a dos educares populares. Estes estudiosos teorizam a questão curricular a partir da realidade brasileira, entre os estudiosos do currículo existe uma grande diferenciação nos seus pontos de vista. Os conteudistas defendem a adoção de um currículo que preze pelo conteúdo, como as teorias sociológicas, antropológicas e filosóficas européias. Já os educadores populares propõem programas alternativos valorizando as práticas pedagógicas centradas na vida comunitária.
Quando falamos numa diferença de pontos de vistas entre os estudiosos do currículo, estamos a falar de acordo com a fundamentação feita pelo autor Antonio Flávio B. Moreira, acerca do contexto educacional nos anos 80.
Segundo Moreira para os conteudistas a educação popular tem suas limitações porque se restringe ao ensino de uma cultura que vem da origem do aluno, enfatiza a criação do conhecimento como uma revolução na vida deste aluno a partir de sua própria realidade, por conseguinte acaba desvalorizando o conteúdo e a escola, exaltando uma educação não formal, neste entendimento os conteudistas criticam os educadores populares.
Na mesma intensidade os educadores populares criticam os conteudistas. Eles afirmam que o fato de supervalorizar o conteúdo, a sala de aula, o professor, enfim a escola com todo seu saber sistemático. A teoria conteudista vai adotando um currículo extraído da cultura da classe dominante e ainda impondo este currículo à classe dominada. É imposto normas e regras para se transmitir um conteúdo estático e pronto e fazer uma avaliação autoritária. De acordo co os educadores populares os conteudistas desconhecem a potência de criação e desenvolvimento intelectual do ser humano, cada um tem sua capacidade de absorção, portanto os alunos de classes dominadas, subalternas, não têm que assimilar a cultura que lhe oprime e lhe domina, a saber, a cultura burguesa.
Moreira cita alguns estudiosos do currículo, mostrando a diferença existente entre as duas correntes. Ele diz que Adreola (1987) afirmou que cada povo sabe o que quer para seus descendentes e isso acontece também na educação, o povo sabe escolher que forma de conhecimento eles querem e podem absorver. Ele, Adreola, questiona a afirmação que o caminho da liberdade está na cultura que pré-domina, diz ainda que a classe popular não precisa assimilar uma cultura que não é a sua.
Os defensores da educação popular consideram a imposição do ensino da cultura dominante como um menosprezo pelos valores da cultura popular. O conhecimento burguês predomina no ensino escolar.
Otti vai afirmar que o que deve ser privilegiado são os conteúdos que levem ao aluno a uma reflexão, isto é, que melhor auxilie o aluno a compreender analiticamente o seu mundo circundante, por conseguinte impulsione-o a colaborar com a transformação da sociedade, tornando-a nova e quiçá melhor.
Para Silva a noção de conhecimento sistematizado adotado pela pedagogia conteudista deixa de lado tudo que envolve a produção, transmissão e recepção de conhecimento.
Para os educadores populares citados a cultura popular tem o seu valor, neste caso deve ser levado ao âmbito escolar e assim ser valorizado. Já os autores defensores da pedagogia crítico-social dos conteúdos reconhecem como fundamental a cultura erudita e os valores substanciais a serem transmitidos aos alunos. Assim podemos observar a diferenciação existente nas duas correntes da pedagogia, ensinar sistematicamente o conhecimento. Objetivando e produzindo os resultados de uma maioria sobre a minoria esta é a forma que os conteudistas usam para transmitir conhecimento. Diferentemente desta postura, os educadores populares, preferem valorizar o instrumento de conscientização da situação social popular que é ensinar a partir do saber já existente nesta camada social oprimida.
Para Giroux (1986a), o ensino transformador ocorre ao passo que é ensinado e aprendido criticamente um implicando o outro, para ele o autor Paulo Freire também pensa assim, mesmo tendo sido criticado em relegar o conhecimento escolar.
Paulo Freire é defendido também pó Adreola, este reconhece a teoria de Freire como sendo a mediação de dois extremos, conteúdos e educação popular. Podemos afirmar que o próprio Freire afirma que não aceita a pura transferência de conhecimento, e que na realidade o que ocorre é um ciclo dialético envolvendo a produção do conteúdo e a assimilação do mesmo.
Outro fator importante é a concepção de conhecimento referente ao papel da escola. Para os conteudistas é fundamental a importância para a escola, a autora Arroyo critica esta valorização da escola, argumentando que a escola possa contribuir para a sobrevivência e melhoria de vida de algumas pessoas inserindo-as no contexto moderno e letrado, sendo está sua principal função. Arroyo acrescenta que mesmo assim a escola não garante um engajamento destas pessoas no projeto social, coletivo e transformado de nossa sociedade; diz ainda que são escolas alternativas, integrados de conhecimento e conscientização, que podem melhor atingir esta prática pedagógica.
Libâneo (1985b) critica Arroyo, dizendo que em sua tese há uma supervalorização da classe dominada quando considera que pessoas de nível subalternas possam se superar; há uma ênfase nas experiências de vida em detrimento dos conteúdos escolares; há um excessivo valor ao grupo autônomo e por fim a colocar a figura do professor de modo passivo.
Um evento muito importante marca as diferenciações entre os conteudistas e os educadores populares, a II Conferencia Brasileira de Educação. Para Brandão (1982) quando a escola exige das crianças que deixem seus saberes fora dela e assumam a postura de aprendizes de novos conteúdos que serem ensinados. Estas, as escolas, estão estabelecendo um abismo entre a vida real e a vida escolar das crianças, afirma ele.
Em resposta a declaração de Brandão, o conteudista Mello (1982b) argumentou que a função da escola é transmitir os conhecimentos socialmente produzidos e reconhecidos pelos que predominam, de forma que seja possível uma nova apropriação destes e, por conseguinte a criação de uma nova produção, se a escola se detiver ao universo subalterno isso não ocorre.
Para os conteudistas o que importa é o corpo teórico da pedagogia, isto é os conteúdos. Para os educadores populares o mais importante é a primeira socialização de conhecimento e o saber construir um raciocínio crítico das coisas, o saber escolar está nas suas condições materiais de vida e de aprendizado. Saviani (1986b) declara que este causou o estacionamento da discussão e dificultou uma superação das falhas destas correntes pedagógicas.
Desse modo encontramos uma dicotomia nas duas orientações, que são:
· Transmissão do saber X Produção do saber;
· Aquisição do saber X Conscientização.
Garcia (1984), sugere o não reducionismo de uma das orientações citadas, a escola é o local de confronto de culturas, ond
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Analisar as questões curriculares e institucionais da escola brasileira contemporânea, levando em conta as teorias estrangeiras, as teorias independentemente de suas nacionalidades visando à elaboração de uma teoria brasileira do currículo e preocupando-se com a fundamentação sociológica; todas as alterações devem-se ao momento histórico que o país ultrapassam em 1980, época que a ordem democrática vigora intensamente e que no primeiro grau o sistema educacional necessitou de ter um currículo, desce então muitos autores publicaram acerca do assunto que levou professores, especialistas e estudantes a se organizarem.
4. O ENSINO DE CURRÍCULOS E PROGRAMAS (CP)
A forma de atuação dos professores de currículos e programas requer que se saiba os pressupostos que são levados em consideração por eles.
Os pressupostos das teorias críticas de Domingues acabam recorrendo as sugestões práticas vinda da tradição por falta de sugestões nesta teoria citada. Assim as abordagens dos programas curriculares são misturadas em seus fundamentos e concretizam a atuação do profissional da área.
Apresentaremos os pontos de vistas dos professores das universidades do Rio de Janeiro. Será falado sobre a utilidade e a natureza da disciplina assim como os conteúdos, problemas e tendências da mesma. Isso é feito visando apenas a identificação das perspectivas da disciplina com o ministrante. Não há um caráter de conceito.
Falando sobre a natureza e a utilidade da CP: para alguns professores é uma disciplina fundamental porque é efetivamente prática. Porém existe os que vêem a disciplina como aquela que trata as deficiências teóricas do curso e as transformam em habilitações. A terceira facção defende que a CP deve partir de uma postura dialética, articulando teoria e prática.
Boa parte dos professores defende que a disciplina deve constar nas licenciaturas em geral, não para repetir as ideologias e os currículos e sim para levar os alunos a praticarem o planejamento e a implementação de um currículo.
Falando sobre os conteúdos da disciplina: os conteúdos fundamentais baseados na teoria de Tyler são: terminologia, fundamentos teóricos, planejamento curricular, avaliação curricular e legislação. Para a linha mais crítica se acrescenta: currículo e poder, currículo e ideologia, currículo e o aluno da classe trabalhadora, currículo de democratização do ensino etc. estes se preocupam com o planejamento e avaliação. Porém o que predomina é a interação da política com a técnica. Dessa forma o aluno adota em sua prática uma postura consciente.
Falando sobre os livros-textos recomendados: existem os autores clássicos: Ralph Tyler, Hilda Taba (americanos sim! Porém de bases sólidas); os autores teóricos Michael Apple e Henry Giroux (difícil compreensão); e existem os professores ecléticos, que acompanham contexto brasileiro, nesta mistura de texto esses professores acabam por estudar com seus alunos apenas fragmentos de obras, perdendo o sentido de totalidade.
Falando sobre a influência estrangeira: todos os professores afirmam que existe uma grande influência estrangeira no Brasil. O Brasil ainda não criou nada de original e trabalha em cima de críticas ao conteúdo estrangeiro como também de adaptações dos mesmos para o contexto brasileiro.
Falando sobre as questões contemporâneas: a realidade acerca do fracasso do ensino de primeiro grau faz a maioria dos professores considerarem a CP uma disciplina que deveria se direcionar a esta questão.
Criticar os conteudistas leva a responsabilidade deste fracasso para os professores. Justifica-se isso quando se fala que ensinar para os pobres não é só dar merenda é adaptar a sua realidade com o aprendizado escolar.
Os conteudistas se defendem afirmando que se deve revalorizar o conhecimento tradicional ensinado nas escolas. Porém, Paulo Freire e Miguel Arroyo são pouco aceitos pelos professores da CP, acusando tais teorias de inviáveis para o trabalho escolar.
Falando das respostas dos professores de um modo em geral: a maioria deles não aponta para o aspecto da reflexão de uma integração entre os aspectos políticos, técnicos e humanos do processo educacional (cf. Caudau 1987).
A ênfase está no campo prático da CP, mas a teoria, em menor grau, também se relaciona com o ensino, no conteúdo programático encontramos uma organização de aspectos técnicos e políticos. Na bibliografia há obras estrangeiras e de todos os segmentos da CP. Na contemporaneidade se acusa o autor crítico atuais, isso se dá porque se restringem ao conteúdo teórico. Assim Apple e Giroux são citados, porém não são trabalhados na prática. Os brasileiros que publicaram sobre o assunto recebem muitas críticas, uma delas é a insuficiência de alternativas adequadas ao contexto nacional.
É um reclame entre estes professores a necessidade em evidenciar as discussões acerca do ensino do primeiro grau. Os conteudistas defendem o caráter teórico em sala de aula e correm o risco de eliminar o caráter critico e os princípios práticos do ensino.
Neste contexto estudado, conclui-se que nas universidades do Rio de Janeiro há uma combinação pouco homogênea adotada pelos professores. Estas diferentes orientações representam a postura de cada docente, absorvida com base em debates, seminários e publicações. Cada um adapta, filtra e é influenciado pelas tendências curriculares tradicionais, estrangeiras e críticas. Enfim, temos no solo pátrio um ensino da CP de acordo com as perspectivas dos professores. No estudo com os professores de universidades do Rio de Janeiro se constatou que posturas e intenções divergentes caminham juntas, superpostas ou mesmo opostas, não se verificando uma nítida predominância de nenhuma das orientações.
TRANSMISSÃO DO SABER X PRODUÇÃO DO SABER;
AQUISIÇÃO DO SABER X CONSCIENTIZAÇÃO
AQUISIÇÃO DO SABER X CONSCIENTIZAÇÃO
AQUISIÇÃO DO SABER X CONSCIENTIZAÇÃO
CONTEUDISTA NEUTROS EDUCADORES POPULARES
LIBÂNEO GIROUX ADREOLA
MELLO PAULO FREIRE OTTI
SAVIANI ARROYO SILVA
BRANDÃO
Questões:
Questões:
Questões:
1. Descreva sucintamente sobre a situação político-econômica do país nos anos 80 e suas conseqüências para o Brasil:
As transformações na política e na economia influenciaram muito a questão educacional no Brasil. A inflação galopante, a queda da censura, a dependência do Brasil aos EUA com a intensificação da dívida externa, e as eleições diretas já, que elegeu em Tancredo Neves. A história nos mostra que Tancredo não governou, que Sarney não atenuou a situação caótica do país com seus “planos”. Esses fatos causaram um fortalecimento nos segmentos sociais ocorrendo às criações de sindicatos; a educação, através de profissionais da área, teve a influência de Marx e Gramsci, porém predominou a visão tradicional. Esse cenário se modificou com a chega da oposição ao poder, em 1982, que fizeram a reforma dos anos 80. Os profissionais brasileiros passaram a fazer pós-graduação na Europa e aqui, sem mais depender dos EUA, caindo a influência dos autores americanos, e ocorrendo a redemocratização do país, isso porque os espaços institucionais para discussões e propostas críticas que foram elementos fundamentais no campo contemporâneo.
2. Segundo Moreira, como trabalham os professores da CP no Brasil?
O autor Moreira fez um estudo nos anos 80, mais especificamente com os professores da CP nas universidades do Rio de janeiro. Ele afirmou que a disciplina se constitui de modo eclético, isto é, combinando várias teorias, e se baseando em seminários, publicações e debates. Considerou também as influências estrangeiras, que são as que compõem currículos tradicionais e críticos, porém os professores acabam filtrando estas informações e combinando-as de muitas formas, ou justapondo uma teoria à outra ou mesmo opondo-as. De modo que cada docente adota o seu estilo.